
Volta.
Peço todo dia que tu voltes para meus braços e que quando voltares enfim, me faça não ter nenhuma mágoa pelo longo tempo que esperei tua volta.
Peço todo dia a consciência da razão.
Não quero mais te fantasiar como um príncipe, nem me submeter aos teus caprichos, apesar de amá-lo.
Viva! Parece que finalmente consegui o que queria.
Tornei-me fria, e apesar de ansiar por teus beijos, não os quero mais de qualquer maneira, não quero que nos tornemos aqueles casais melosos e sem nenhuma personalidade distinta.
Quero privacidade e respeitarei a tua, quero desfrutar da delicadeza de um relacionamento maduro e por quê não dizer, com intenções mais sérias...?
Amo-te, mas jamais voltarei a ser quem fui ou me iludirei por qualquer migalha que me ofereças, de carinho.
Quando voltares, volta pra sempre.
Então ela põe a data no final da folha e assina, olha o relógio, levanta-se apressada da mesa e sente uma pontada de arrependimento por não ter bebido o vinho que tanto gostava e sai com uma carta na bolsa que jamais entregará a ele...

Escrevi essa poesia, após um tempo de estiagem emocional e inspirativa para um amigo que gosto muito e que a cada dia me mostra ser paciente, sincero e acima de tudo: amigo. Espero que ele me perdoe pelas mancadas que dou, pelas discussões sem pé nem cabeça, pelo egoísmo(...) e pela minha teimosia característica. "L" te adoro ^^.
Eu tenho um velho moinho de vento
basta olhar na subida do rio,
mantê-lo funcionando é um desafio
as vezes não vale nada,mas eu tento.
É difícil crer que esteja funcionando
seu aspecto externo não é dos melhores,
Ao longo do rio eu já vi piores
Mesmo assim seus donos vivem se gabando.
Velho moinho que o vento faz funcionar,
talvez tu não dures muito tempo
Quando envelhecer : Será que aguento?
ou virá alguém distante pra te cuidar?
Quem me dera velho moinho adivinhar tua sorte
Esqueçe-te disso(me diz a experiência) e continua trabalhando,
O vento é teu amigo e continuarás girando
Por muito tempo, depois da minha morte...

Hoje senti minha dor plagiada, chorei ao ler tamanha afinidade, emoções afloraram diante do livro aberto em minhas mãos e não pude esconder o contentamento de ler algo que parecia ter saído de mim mesma. Cada pessoa é um mundo, então não façamos suposições tolas...
Camilo Pessanha - Clepsydra
I * Caminho
Tenho sonhos cruéis: n’alma doente
Sinto um vago receio prematuro
Vou a medo na aresta do futuro.
Embebido em saudades do presente.
Saudades d’esta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir’m o coração d’um véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d’harmonia,
Toda a luz desgrenhada que allumia
As almas doidamente, o ceo d’agora,
Sem ella o coração é quase nada:
- Um sol onde expirasse a madrugada
Porque é só madrugada quando chora.
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felicidAde...1 dia atrás
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Da Dissimulação2 semanas atrás
