Sentia meu corpo esmorecer quando pronunciava o nome dele numa espécie de chamado que fazia ao vento, ou simplesmente pra testar a existência dele ou minha como ser vivo. Não podia mais deixar o acaso guiar frouxamente meu passos tímidos.
Tentei desviar os pensamentos, de certa forma até consegui senão, onde estou e quem sou, seriam apenas imaginação. Com algum esforço, dediquei-me a introspecção, avaliei meus conceitos e tudo o mais que me constitui.
Tanta distorção havia dentro de mim que deixei-me cair exausta após um período analisando toda a farsa alheia que deixei se tornar minha. Não quero mais isso pra mim.
Hoje se vierem me dizer que a fumaça é cinza, e isso me interessar, eu quero ver se a fumaça realmente é cinza e se isso ao invés de fumaça não é apenas um reflexo externo de valores e pensamentos turvos de quem me diz tal informação gratuita.
