
Volta.
Peço todo dia que tu voltes para meus braços e que quando voltares enfim, me faça não ter nenhuma mágoa pelo longo tempo que esperei tua volta.
Peço todo dia a consciência da razão.
Não quero mais te fantasiar como um príncipe, nem me submeter aos teus caprichos, apesar de amá-lo.
Viva! Parece que finalmente consegui o que queria.
Tornei-me fria, e apesar de ansiar por teus beijos, não os quero mais de qualquer maneira, não quero que nos tornemos aqueles casais melosos e sem nenhuma personalidade distinta.
Quero privacidade e respeitarei a tua, quero desfrutar da delicadeza de um relacionamento maduro e por quê não dizer, com intenções mais sérias...?
Amo-te, mas jamais voltarei a ser quem fui ou me iludirei por qualquer migalha que me ofereças, de carinho.
Quando voltares, volta pra sempre.
Então ela põe a data no final da folha e assina, olha o relógio, levanta-se apressada da mesa e sente uma pontada de arrependimento por não ter bebido o vinho que tanto gostava e sai com uma carta na bolsa que jamais entregará a ele...
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