
Senti-me sufocada a primeira vez que a vi. Ela não era apenas linda, era inteligente e sagaz, aquela lourice toda me suprimiu os sentidos.
Covarde como sou, não assumi o estrago causado neste primeiro impacto, foi mais fácil me esgueirar por outros caminhos afim de não encontrá-la mais por aí, seria demais para meu coração tão cheio de mofo.
Começei a cada sexta-feira a vasculhar os poucos indícios que ela deixava, criando pistas volúveis para saber seu paradeiro nestes dias, logicamente para evitá-los.
Queria ter coragem de lhe perguntar: "Por que raios você existe?", minha pergunta era pretenciosa demais mesmo sabendo perfeitamente que ela me julgaria por loucura iminente.
Não! Falei pra mim, repetidas vezes, "Ela não existe!", não posso conviver na mesma cidade que ela, nem viver me resta.
Segui esta rotina miserável até o máximo de dias que pude, escondi-me, desisti de vários eventos, fingi-me doente, viajei só por aí...
Nada disso era suficiente. Eu ainda pensava nela, ela sugava meus fugazes momentos de discernimento e alegria.
Desisti e ela me venceu...
Um comentário:
Sanidade e prejuízo. Onde há necessárias formas de reluzir o ouro de tolo da vã filosofia.
Bjs moça e obrigado pelo comentário por lá. Fico feliz em saber que gostou!
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