
Ter que admitir pra si mesmo que cometeu um erro é um dos exercícios mais difíceis na vida do ser humano. Quando a verdade nos confronta, sentimos nossos pés a beira de um precipício de convicção e desdém que nós mesmos criamos.
Nos seguramos inutilmente nas amarras de deduções mal-feitas. Temos sempre as mãos da verdade e da humildade ali estendidas para saírmos dessa cilada, mas o orgulho fala mais alto e caímos confiantes de que perdemos uma batalha, mas não a guerra.
Resta uma dúvida, será que saímos mais fortes ao escalarmos sozinhos o precipício que cavamos, ou será que nos tornamos mais honestos por aceitar nossos erros e a facilidade de mãos que parecem nos amparar?
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