Desmorono-me.
Reconstruo-me.
Entretanto quebram-me.
Usurpam-me.
Subornam-me.
Estupram-me.
Numa velocidade mais rápida do que posso me reconstruir por inteira.
Volto com falhas, avarias e algumas vezes sem funcionar.
Não entendo qual é o meu problema, não entendo qual é o problema dos outros, só sei que estamos quebrados.
Rebocam-me.
Sem meus amigos já estaria jogada num canto de parede fria e suja. Agradeço-os pela ajuda, pelos conselhos, pelos ombros e mãos estendidas quando quase me perco em algum novo buraco.
Mais eu sempre tropeço. Duvido do real, do exato, do fato, da regra, da falha, do mal.
Destroçam-me.
Debocham-me.
E ainda assim, ergo-me.

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